Investimento Estrangeiro

Investidores estrangeiros estão de olho na América Latina  

dezembro 1, 2022
Investidores estrangeiros

Startups da América Latina seguem chamando a atenção de investidores estrangeiros que veem na região um terreno fértil para novas ideias e negócios promissores. Gestoras de venture capital estão em busca de oportunidades em empresas latinas. Saiba mais!  

A América Latina foi berço de 16 unicórnios apenas em 2021 e os investidores estrangeiros estão, cada vez mais, destinando recursos para a região com o intuito de não perder nenhuma grande oportunidade. Tamanho interesse começou a surgir depois que grandes nomes, como Nubank, ganharam relevância, não só no cenário nacional, mas também no internacional. 

Em 2021, o valor investido via venture capital na América Latina chegou a US$15.7 bi, o que representa mais de três vezes o recorde anterior, de 2019, com US$4.9 bi. O montante atingido em 2021 é, inclusive, maior do que a soma dos valores investidos nos últimos 10 anos – dados fornecidos pela LAVCA (Association for Private Capital Investment in Latin America).

Em declaração exclusiva para a Trace, Mercedes Bent, Partner da Lightspeed, afirmou: “Na Lightspeed acreditamos que a América Latina é uma das mais atraentes, e pouco investidas, regiões do mundo. Os últimos 3 anos que passamos no mercado fazendo diversas apostas (e dezenas de avaliações) confirmaram a força e a tenacidade dos fundadores. Eles estão dando saltos e transformando soluções home-grown em fintech, cripto, logística e comércio. Estamos aqui para ficar e entusiasmados por aumentar nossos investimentos na LATAM daqui para a frente”. 

Investidores estrangeiros de olho na América Latina 

Mantis Venture Capital, uma das investidoras da Trace, começou a expandir seu portfólio de investimentos para a América Latina, com 13 empresas na região atualmente, sendo 4 no Brasil. Sediada em Los Angeles (CA), a Mantis investe em negócios early stage das áreas de tech, mídia, entretenimento, fintechs, além de outras tecnologias emergentes. 

Milan K., Founding Partner da Mantis, foi um dos palestrantes do Brazil VC Week, evento organizado pela Trace e realizado em outubro (2022) na cidade de São Paulo. Na ocasião, ele declarou: “Nós estamos super empolgados com a América Latina. Vamos destinar de 15% a 20% de capital para a região”. 

Para ele, a América Latina tem um grande potencial: “Não apenas por representar uma oportunidade enorme em termos de PIB, mas também porque existem esses empreendedores com um sentimento de inquietude, que resolvem problemas existentes na região e podem ser totalmente game changing“. 

Milan destaca que a Mantis busca empresas com esse perfil “que têm esse sentimento de inquietude e querem ter um impacto positivo no mundo”. 

A Quona Capital, firma de investimento com presença global, levantou US$332 milhões em um novo fundo para investir em mercados emergentes. O valor já começou a ser usado para investimentos em toda a América Latina, inclusive no Brasil. 

Com foco em fintechs, a Quona já investe em 14 empresas da América Latina e tem a pretensão de ampliar esse número, segundo matéria da Exame

Michel Zaidler, VC da Quona, também esteve presente como palestrante no Brazil VC Week e compartilhou sua visão sobre a América Latina: “É interessante dizer que Quona é uma investidora global, que investe em mercados emergentes. Nós investimos na Ásia, na África, e no mundo todo, a América Latina é a região com melhor performance para a Quona”.

Ele explica que existem algumas razões para isso, como o tamanho do mercado consumidor: “o PIB per capita na América Latina é três vezes maior do que na Índia e cinco vezes maior do na África”. A isso se soma o fato de a região ser menos competitiva em termos de capital e negócios quando compara a regiões desenvolvidas, como os Estados Unidos, “empresas [latinas] que se estabelecem numa determinada área costumam ser líderes de mercado, mais dominantes e incontestáveis”. 

Transferências internacionais para startups latinas 

A captação de recursos é apenas o início do processo. Como próximo passo, o empresário precisa levar o capital levantado no exterior para o país de sua operação, uma etapa desafiadora do processo. 

Se feito com instituições bancárias tradicionais, esse passo pode demorar alguns meses, além de ser conhecido pela burocracia e taxas elevadas. Instituições estrangeiras que suportam essa operação também representam uma dor, uma vez que oferecem uma experiência pouco intuitiva, principalmente para aqueles que estão fazendo o processo pela primeira vez. 

A boa notícia é que já existem soluções disponíveis que descomplicam todo esse processo, como a Trace, que permite com que a empresa receba o montante no mesmo e com as melhores taxas do mercado. 

Conheça a opinião de Rodrigo Tognini, CEO da Conta Simples e cliente da Trace.

Para facilitar essa transferência para startups latinas, a Trace oferece uma solução de FX com as melhores taxas do mercado, onboarding simplificado e recebimento no mesmo dia. 

Conheça as soluções da Trace e saiba como nós podemos descomplicar também a jornada da sua startup!